Heliosfera e heliopausa
O Sol não emite apenas luz e calor. Ele também libera continuamente um fluxo de partículas eletricamente carregadas conhecido como vento solar. Essas partículas viajam em todas as direções e se espalham por uma enorme região do espaço, formando uma gigantesca "bolha" ao redor do Sistema Solar chamada heliosfera.
A heliosfera funciona como uma espécie de escudo natural. Ela ajuda a reduzir a quantidade de partículas de alta energia vindas de outras partes da Via Láctea, protegendo parcialmente os planetas e outros corpos do Sistema Solar. Embora não seja uma barreira sólida, sua presença influencia o ambiente espacial ao redor do Sol.
Durante muito tempo, imaginou-se que a heliosfera tivesse um formato quase esférico. Hoje, os cientistas acreditam que ela seja um pouco achatada e alongada, devido ao movimento do Sistema Solar através da galáxia e à pressão exercida pelo gás existente entre as estrelas.
À medida que o vento solar se afasta do Sol, ele perde força. Em determinado ponto, deixa de conseguir empurrar o material presente no espaço entre as estrelas. Essa região recebe o nome de heliopausa e é considerada o limite da influência direta do vento solar.
A heliopausa não marca o fim da gravidade do Sol, mas sim o ponto onde o vento solar deixa de dominar o ambiente espacial. Além dela, as partículas provenientes de outras estrelas passam a ser predominantes.
Em 2012, a sonda Voyager 1 tornou-se o primeiro objeto construído pela humanidade a atravessar a heliopausa. Alguns anos depois, a Voyager 2 também cruzou essa fronteira, permitindo aos cientistas estudar diretamente uma região do espaço que nunca havia sido explorada.
A descoberta da heliopausa mostrou que o Sistema Solar é muito maior do que a região ocupada pelos planetas. Sua influência se estende por bilhões de quilômetros além da órbita de Netuno, formando uma enorme bolha que acompanha o Sol em sua viagem ao redor do centro da Via Láctea.

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